POTENCIAL DA ECONOMIA AZUL – Novas políticas brasileiras voltadas ao mar

Simpósio debateu propostas e sugestões para reformulação das políticas brasileiras voltadas ao mar.

A Fundação de Estudos do Mar (Femar), em parceria com a Marinha do Brasil (MB), realizou nos dias 21 e 29 de novembro de 2018, no Rio de Janeiro e em Brasília, respectivamente, o Simpósio “O Brasil e a Economia Azul”, que reuniu autoridades de instituições públicas e privadas,assim como pesquisadores das comunidades acadêmicas e estudantes, com o propósito de debater propostas e apresentar sugestões para a reformulação das políticas nacionais voltadas ao mar, com ênfase no desenvolvimento sustentável das potencialidades marítimas.

A apresentação do Projeto foi feita pelo contra-almirante, Marcos Lourenço de Almeida, que ressaltou os instrumentos jurídicos, decretos e leis que tratam do mar e que precisam ser analisados e repensados, buscando, principalmente, a objetividade nas referidas questões que são abordadas nesse universo.

O contra-almirante destacou, durante a palestra intitulada “Repensando as políticas nacionais relativas ao mar”, os três componentes essenciais para gerar conhecimento, segurança jurídica e proteção para a economia azul. São eles: o acesso à informação sobre o mar, planejamento espacial marítimo e a vigilância marítima integrada.

Conforme ele, o mar é interdisciplinar e multidisciplinar. “Temos muitos temas a serem abordados, agências distantes por normas distintas, e, por isso, precisamos pensar em conjunto. E o mais relevante nesse contexto: a questão da consciência sobre o mar, sobre a importância marítima. Esse, talvez, seja o trabalho prioritário no nosso estudo: apontar a problemática da conscientização da sociedade sobre a importância do mar, porque é altamente relevante para que as políticas funcionem. Precisamos pensar como fazer com que a sociedade reconheça as atividades desenvolvidas no mar, para que essas políticas sejam desenvolvidas pontuais e eficazes”, declarou. (SJ).

CONCEITO QUE ESTIMULA IDEIAS INOVADORAS

A economia azul pode ser compreendida como uma maneira inteligente de transformar problemas em oportunidades, propondo mudanças estruturais na economia, sempre com base no funcionamento dos ecossistemas, no uso inteligente e aproveitamento dos recursos naturais de maneira racional e consciente.

O conceito foi desenvolvido pelo empresário belga, Gunter Pauli, que, em seu livro “Blue Economy”, apresenta mais de 100 ideias inovadoras para beneficiar tanto o meio ambiente como também as necessidades humanas e o desenvolvimento econômico. Gunter acredita que, caso suas ideias sejam colocadas em prática, mais de 100 milhões de empregos seriam gerados automaticamente em todo o mundo, beneficiando a economia como um todo.

Matéria publicada:
Revista Meio Ambiente Industrial & Sustentabilidade
http://www.rmai.com.br