DÉCADA DOS OCEANOS


DÉCADA DOS OCEANOS: PELA SAÚDE E SUSTENTABILIDADE DOS MARES
Dez anos para nunca mais tirarmos os olhos do mar


2021 será um ano com um novo horizonte para articular, priorizar e mobilizar pessoas. Agrupar diferentes visões, interesses e princípios. Vislumbrar um futuro para o Oceano que seja aquele que todos precisam e que (in)conscientemente desejam. A Década dos Oceanos foi uma proposta estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), declarada em 2017, para ser executada entre o período compreendido entre os anos de 2021 e 2030. Também chamada de Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, tem como propósito conscientizar a população global sobre a importância dos mares e mobilizar a sociedade civil, os atores públicos e privados em ações que favoreçam a conservação dessas águas.

No Brasil, a Década dos Oceanos conta com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, representante do país na Comissão Oceanográfica Intergovernamental, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A instituição promove, desde 2019, atividades que levam a pauta para a discussão, a fim de obter resultados por meio de engajamento e parcerias.

Durante alguns anos o tema foi “água”. Em um outro período, a pauta foi “biodiversidade”. Pela primeira vez teremos uma década dedicada ao Oceano! O momento do mundo falar mais sobre o Oceano está aí!

O oceano provê serviços essenciais para a sobrevivência de todos e regula o clima do planeta. Nós precisamos conhecer mais sobre esse assunto, por isso, fazemos o convite à sociedade para reunirmos informações e conhecimentos de cada uma das regiões do Brasil e garantir o futuro sustentável para as próximas gerações”, destaca a coordenadora-geral de Oceanos, Antártica e Geociência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Karen Silverwood-Cope.

A sociedade é convocada a construir diretrizes para a Década do Oceano no Brasil

Está cada vez mais latente o entendimento de que as atividades humanas dependem (e influenciam) fortemente no Oceano: a produção de oxigênio; por exemplo, bem como a regulação do clima, o sequestro e armazenamento de carbono; a imensa e ainda desconhecida biodiversidade; além de variados outros serviços ecossistêmicos.

Outro fator é a degradação que ele vem sofrendo. Poluição de diversos tipos, sobrepesca, invasão de espécies exóticas, supressão de habitats e mudanças climáticas impactam a biodiversidade e os benefícios que o Oceano traz para a humanidade.

A partir do engajamento da sociedade como um todo, buscamos gerar conhecimentos e inovações para conservar os oceanos. É a ciência que precisamos para o Oceano que queremos”, ressalta o oficial de projetos da UNESCO no Brasil, Glauco Kimura.

Uma das estratégia é inserir o tema nos currículos do ensino fundamental e médio no país. É primordial uma atuação ampla e integrada na formação de professores, inclusive para desenvolver estratégias sobre como abordar o Oceano em sala de aula, considerando as diversas realidades no Brasil. É necessário também atuar fortemente na formação de profissionais que lidam direta ou indiretamente com o mar, tanto em nível de graduação quanto pós-graduação – o que demanda esforços articulados do Ministério da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Outra frente corresponde ao papel que a mídia tem na comunicação sobre o Oceano.

O propósito é ampliar os esforços para reverter essa tendência e construir a ciência que precisamos para o oceano que queremos.

A Década dos Oceanos pretende mobilizar recursos e inovação tecnológica em ciência oceânica para buscar um oceano limpo; seguro; saudável e resiliente; produtivo e explorado sustentavelmente; transparente; e conhecido e valorizado por todos!