FEMAR REALIZA SEU 1º. WEBINAR COM A PARTICIPAÇÃO DE ATLETA E ACADÊMICOS QUE ESTUDAM O MAR

A Fundação de Estudos do Mar (FEMAR) realizou nos dias 11 e 12 de agosto a 1ª. edição do seu webinar. Com o tema “O Brasil de frente para o Mar: o Desafio da Preservação Ambiental”, a Instituição convidou palestrantes que abordaram esse assunto tão relevante.

Atualmente, enfrentamos um grande desafio que é minimizar o impacto que as atividades humanas estão provocando nos Oceanos, principais reguladores térmicos do planeta, e esclarecer aos governos, populações e demais entidades para a urgência de se criar medidas de conscientização voltadas à preservação ambiental. O conhecimento sobre o maior ambiente da Terra deve ser amplamente disseminado. É necessário ampliar o entendimento e a valorização da sociedade para superar os desafios impostos pela busca da sustentabilidade dos Oceanos, que representam 70% da superfície terrestre.

Na primeira manhã, o webinar contou com as palestras do velejador Lars Grael, do Vice-Almirante Alexandre Cursino de Oliveira (Diretor de Portos e Costas da Marinha do Brasil) e do Prof. Dr. Sérgio Barros, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O velejador Lars Grael contou sua história de superação e os desafios que enfrentou. Destacou a realidade do nosso país, o papel do pessimista reclamando da crise politica, num Brasil dividido em opiniões, além da pandemia. “O pessimista reclama do vento, o otimista espera ele mudar, o realista ajusta as velas. É fundamental sempre ajustar as velas! Isso norteou a entender esse meu recomeço, meu novo rumo de vida! O papel da FEMAR é intenso de propagar a maritimidade e ampliar um debate para um país que, muitas vezes, vive de costas para o mar. Temos que respeitar, preservar, proteger e garantir a defesa da soberania, assim como de águas
interiores, rios, lagos, represas e hidrovias. A maior riqueza que nós podemos ter é a nossa Amazônia Azul. A cultura náutica é muito importante. O mar nos aproxima. É o mar sem fronteiras!.”

O Vice-Almirante Alexandre Cursino ressaltou o mar como principal via do comércio global. “Os Oceanos são condicionadores da continuidade da vida. São as principais vias de comunicação global. São mais de 885 mil km de cabos submarinos responsáveis por 99% da transmissão de dados internacionais”.

Finalizando a programação da manhã do dia 11, o Prof. Dr. Sérgio Barros citou “o Pai da Economia Ecológica”, o pesquisador Nicholas Georgescu-Roegen, que dizia: “a natureza (ecologia) é a única limitante do processo econômico. E se nós tivéssemos, talvez, ouvido um pouco mais esses pesquisadores de ponta na época, hoje teríamos um cenário diferente com as questões climáticas. A Economia Azul é uma economia do mar sustentável, resultante do equilíbrio entre a atividade econômica e a capacidade de longo prazo dos ecossistemas oceânicos para suportar essa atividade, permanecendo resilientes e saudáveis”.

No segundo dia, a manhã contou com as explanações da Profa Dra. Marinez Sherer, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), do Prof. Dr. Alexander Turra, da Universidade de São Paulo (USP), e do Prof. Dr. Fabio Ferreira Dias, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

A Profa Dra. Marinez destacou os serviços ecossistêmicos e fez a reflexão: “O que queremos e precisamos ter do ambiente que vivemos? Precisamos preservar os Serviços Ecossistêmicos com foco na qualidade Socioambiental Intergeracional. Ao fazer isso, garantiríamos as vantagens para a Natureza e para a Sociedade = Bem-estar Humano”.

“Lixo Marinho” foi o tema abordado pelo 2º. palestrante do dia 12, Prof. Dr. Alexander Turra. “Os impactos são alarmantes e os efeitos do lixo marinho são variados e afetam tanto as atividades humanas quanto a biodiversidade”, afirmou. Está cada vez mais latente o entendimento de que as atividades humanas dependem (e influenciam) fortemente nos Oceanos. Os plásticos de um só uso têm uma vida útil média de 12 a 15 minutos e, de acordo com a empresa Life Out Of Plastic (LOOP), podem demorar até 500 anos para desaparecer.

Por fim, o Prof. Dr. Fabio Ferreira Dias apresentou seu estudo, destacando as variações do nível relativo do mar durante o período Quaternário na costa do Rio de Janeiro, com os seguintes tópicos específicos, dentre eles: a disposição vertical dos organismos bentônicos sésseis da região médio-litoral dos costões rochosos dos municípios de Armação de Búzios e Angra dos Reis; os homólogos vivos de vermetídeos; e os paleoníveis marinhos da área de estudo utilizando indicadores biológicos, com ênfase nos vermetídeos.

A FEMAR é uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo desenvolver, apoiar e prestar serviços especializados nas áreas de ensino, pesquisa, extensão e inovação tecnológica voltadas para a produção e difusão do conhecimento do mar. Para conhecer mais sobre os Projetos e Cursos, Programa de Responsabilidade Social (PRS), além da Política de
Qualidade e todas as ações desenvolvidas, acesse o site: https://fundacaofemar.org.br/portalwordpress/.

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